<explicação>Um fato curioso que devo contar é que eu trabalho na empresa do Arnaldo Cezar Coelho. Mas ele só aparece aqui na filial de São Paulo na terça-feira.
Por essa razão, resolvi instituir aqui no blog Na Forquilha o dia da arbitragem. Terça-feira é dia de Arnaldo no trabalho e dia dos juízes no blog!</explicação>
A novidade na arbitragem é que ontem foi divulgada circular da CBF (com data de 28 de agosto) com recomendações de conduta para árbitros das séries A, B e C do Campeonato Brasileiro. Leia aqui a íntegra.
Essa circular vem acompanhada de outras medidas tomadas pela Comissão de Arbitragem, como a suspensão de árbitros e auxiliares que cometam erros graves.
Na rodada desse fim de semana, Luís Antônio da Silva e Paulo César Oliveira foram suspensos pelos seus erros.
Luís Antônio marcou pênalti, à última volta do ponteiro, a favor do Inter na partida contra o Atlético-PR. O problema é que Wellington (a “vítima” e meu xará) estava fora da área. Já Paulo César validou lance em que o jogador do Grêmio Marcel tira, com a mão, a bola do goleiro do Fluminense Fernando Henrique. A sobra da bola originou o gol de Patrício, empatando a partida em 1 a 1, aos 43 do segundo tempo.
Para o músico Bruno Medina, do Los Hermanos, os erros de juízes e bandeiras estão tão evidentes, devido aos avanços tecnológicos das coberturas esportivas, que talvez seja preciso rever as regras do futebol. Não concordo inteiramente com ele, pois temos visto não só erros de arbitragem, mas um descrédito geral na categoria desde o caso da máfia do apito, que sabemos nada ter a ver com câmeras e tira-teimas. Mas com mudanças nas regras, para eliminar as ambigüidades, concordo.
Infelizmente, as recomendações de conduta da circular não acrescentam nada de novo, essas regras já teriam de ser respeitadas como base ética da arbitragem. Mas se é preciso reforçar…
Veja algumas das recomendações:
“EXPULSAR todo jogador que, na disputa da bola, for culpado por conduta violenta.”
“ADVERTIR com o cartão amarelo o jogador culpado de conduta anti-esportiva.”
E a mais bacana:
“NÃO UTILIZAR o telefone celular no vestiário durante o intervalo de jogo.”
Um trecho peculiar da circular mostra como a regra pode ser subjetiva:
“Não paralisar o jogo a todo momento – O árbitro não é “apitador de faltas”, mas um profissional que tem o dever de cumprir as regras para que vença o melhor. Portanto, é irritante assistirmos a partidas com excessivo número de faltas marcadas. O grande árbitro deve estar sempre atento às simulações e às quedas constantes sem que tenha ocorrido uma falta ou infração. Ademais e principalmente, o árbitro deve se preocupar com a denominada “lei da vantagem”.”
Ao contrário do que diz o patrão Arnaldo Cezar Coelho, parece que a regra não é clara.
Leia mais: o gancho dos árbitros na Gazeta Esportiva
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