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A Severa

A Severa, remasterizada por garciasales
Como nada nessa vida é unânime, o futebol, o mais amado esporte do Brasil, também não poderia ser. Há quem não goste, há quem não veja sentido e há quem simplesmente odeie. Essas pessoas, na maioria das vezes, só acompanha futebol durante a Copa do Mundo ou quando são forçados pelos amantes do Ludopédio e se dizem, apenas, torcedores da Seleção. Já os fanáticos por futebol, não só amam o prélio, quanto seus times de coração. Alguns times são ditos os mais queridos, outros os mais odiados, mas, uma coisa é verdade, todo mundo tem um Segundo time. Um time pelo qual simpatiza. Aqui em São Paulo esse time é, invariavelmente a Portuguesa de Desportos. Quem não torceu pela Lusa na final do Brasileiro de 96 contra o Grêmio? Naquele ano era simplesmente a maior torcida do estado, talvez do país.
Mas uma coisa que quem nasceu depois desse Brasileiro não sabe é que o mascote da Portuguesa nem sempre foi o Leão do Canindé. Até 1994 a mascote lusitana era uma portuguesinha em trajes típicos e tamancos, também conhecida como “A Severa”. Os torcedores mais antigos ainda torcem o nariz para essa mudança pois acham que o mascote atual não tem identificação nenhuma com o clube, a mudança não acrescentou nenhuma personalidade, o time não passou a ser mais respeitado por isso e, ainda mais, o leão é o mascote mais usado pelos clubes brasileiros.
A portuguesinha, mais antiga e tradicional mascote do clube foi inspirada na cantora de fado Dima Tereza (ou Dina Tereza), também conhecida como A Severa e acompanhou o time desde sua formação até 94. O nome de Dima Tereza é na verdade Maria Severa Onofriana e, talvez de seu sobrenome tenha vindo seu apelido.
Algumas histórias contam que o nome da mascote rubro-verde, Severa, surgiu na época em que a Portuguesa tinha grandes times e imprimia “Severas” goleadas em seus adversários.
Então, em 1994, em uma jogada de marketing que traria para o clube uma imagem mais vencedora, o leão atual tomou o lugar de uma das mais simpáticas mascotes do futebol brasileiro.
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Invictos – Corinthians 1914

nota da garcia: Clááááássico!
Tenho certeza que todos os meus amigos que lêem este blog, imaginaram que eu ia escrever tirando sarro quando o Corinthians ganhou dos Bambis no Paulista, quando foi campeão invicto ou quando ganhou a Copa do Brasil e embora a idéia fosse tentadora, acho que não tinha motivo para isso. Na verdade tinha, mas deixei pra lá mesmo. Mas… pra não deixar passar em branco todos esses assuntos, resolvi começar uma nova série. A antítese da série Rebaixados, série essa em que o meu glorioso alvinegro do Parque São Jorge também abrilhantará uma hora dessas e, quem sabe, escrita por mim mesmo.
Começarei a série Invictos, pelo meu Timão. Não pesquisei se ele foi o 1º campeão paulista invicto, mas após 4 anos de sua fundação, participando pela 2ª vez do campeonato paulista, o time do povo levou de forma invicta o Regional daquele ano. O Corinthians venceu os oito jogos que fez, sagrando-se assim Campeão Invicto de 1914, seu primeiro título da história.
A campanha Corinthiana foi de 8 vitórias em oito jogos, marcando 30 gols e sofrendo 7, terminando com 23 gols de saldo. O time era formado por Fúlvio, Casemiro do amaral e Casemiro Gonzáles. Police, Bianco e César. Aristides, Amílcar, Dias e Neco, que terminou como artilheiro da competição com 12 gols.
O título de 1914 foi o primeiro dos 5 campeonatos invictos que o Corinthians amealhou durante seus 99 anos de existência. Até o início de 2009, o Palmeiras, maior rival do Alvinegro empatava em número de títulos invictos com o Timão, que tomou a dianteira no Paulista deste ano.
Uma curiosidade é que no primeiro título do Corinthians, houve recontagem de pontos, já que Germânia e Hydecroft abandonaram a competição antes do término, porem, após terem enfrentado e perdido para o Timão por 3×1 e 4×1 respectivamente, o que aumentaria ainda mais a série invicta do Alvinegro para 10 jogos.
O regulamento da época previa um campeonato de pontos corridos, com jogos em turno e returno, onde o Corinthians sagrou-se campeão com 1 jogo de antecedência.
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"Lembra de mim? Olha eu aqui de novo!"
Na agência em que trabalho me chamam de urubu. Eu me considero realista. Toda semana o pessoal insiste em jogar na Mega Sena, oras, é claro que eles não vão ganhar! As chances são bem pequenas se o apostador possuir uma sorte, digamos, normal.
Não quero que você deixe de fazer a sua fezinha no maior prêmio lotérico do Brasil. Mas quero que pense melhor se vale a pena gastar tudo o que reservou para apostas somente em Mega Sena. Se você gosta e aposta sempre nas loterias, por que não colocar seus ovos em várias cestas?
A Caixa tem uma variedade imensa de loterias, com premiações menores, porém, com maiores chances de ganhar – e algumas delas são bem divertidas de jogar. ;)
A minha sugestão, como alguém que adora futebol, é apostar na Loteca. Loteca é como se chama hoje a antiga (e outrora popularíssima) Loteria Esportiva.
Com o mesmo R$ 1,00 da aposta mínima da Mega Sena, você pode entrar no concurso da Loteca, que corre semanalmente. O volante representa 14 jogos da rodada dos campeonatos de futebol que estão ocorrendo em território brasileiro. Enquanto acontece o Brasileirão, são escolhidos jogos das séries A, B, C e D – pra complicar um pouco – do campeonato. No concurso nº 374, por exemplo, foram oito jogos da primeira divisão, três da segunda, dois da terceira e um da quarta, ufa.
Outra loteria interessante é a Lotogol. Mas essa depende de um pouco mais de sorte, pois, por concurso, são cinco partidas em que o apostador deve acertar o seu placar exato.
Dá mais trabalho escolher resultados de futebol do que escolher dezenas aleatórias. Mas, se você é um dos “milhões de técnicos” dos Brasil, certamente vai se divertir analisando as possibilidades e, ainda, conhecendo melhor vários times e jogadores que antes passavam despercebidos.

Aposta feita. Essa foto tinha a minha cara, mas eu cortei, tá?
A loteria esportiva acabou perdendo sua popularidade frente aos prêmios vultosos da Mega Sena e à perda da credibilidade nos anos 80 (o caso da Máfia da Loteria Esportiva, à época denunciado pela revista Placar) – por isso mesmo, mudou de formato e de nome. Mas quem não se lembra do clássico dos domingos “Os Gols do Fantástico”? Logo depois dos Trapalhões, Léo Batista narrava gols de todos os campeonatos, e a Zebrinha desenhada pelo cartunista Borjalo (à qual faço uma pequena homenagem no desenho acima) aparecia pra dizer se deu coluna 1, coluna 2 ou coluna do meio. E mantinha crianças e adultos vidrados. Quando um resultado inesperado saía, ela ria com uma voz estridente e dizia “olha eu aí de novo!”
Pois é, a querida zebra. Toda e qualquer análise vai pelo ralo quando ela aparece. Aquela virada no final da partida, e você, nervoso, rabisca o volante. Não foi dessa vez. É claro, muitos resultados cabem na lógica, mas isso faz parte da beleza do futebol: o time mais fraco, com um a menos em campo, se supera e muda os prognósticos. Bom, pelo menos foi o que aconteceu com a aposta que meu irmão fez no fim de semana. :D
Essas loterias trazem algo interessante ao torcedor: conhecimento e respeito aos clubes adversários, já que é preciso analisar a situação dos times. Ah, mas futebol é uma caixinha de surpresas! Aposte no seu time, mesmo que esteja mal das pernas. Pode ser que ele o ajude a ganhar uma boa graninha!
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Enfim o Fluminense cai.
Não existe melhor mesa redonda e nem melhor museu do futebol do que a mesa do boteco. Claro que muitos fatos históricos viram motivos para discussões eternas e acaloradas, além de serem deturpados pela paixão clubística e pelo aumento gradativo do teor alcoólico de seus participantes.
Com certeza o torcedor do Fluminense negará, mas o time de 96 fez por merecer sua queda e, não obstante, dirá que o tapetão apenas fez o correto, que era manter um clube de tal estatura no lugar que merecia. Na verdade, a virada de mesa, no Brasileiro de 97, só serviu para humilhar mais ainda um time que já havia sido derrotado e derrubado no ano anterior.
União São João e América/RN, campeão e vice da segundona, foram os times que subiriam no ano seguinte para ocupar as vagas de Flu e Bragantino, porém em mais uma virada de mesa na história do futebol (que não derrubou minha cerveja, mas a moralidade no chão), o campeonato de 96 não teve rebaixados, sendo assim o campeonato de 97 começou exatamente com os mesmo times do ano anterior, mais os times que ascenderam da série B. O motivo para a mudança de regulamento tão abrupta foi o por causa do escândalo Ivens Mendes, que apareceu pouco antes do início do campeonato, que envolvia venda de resultados de jogos (igual em 2005 hein?).
Mas isso de nada valeu para o pobre e combalido Fluminense, pois no ano de 1997 de nosso senhor, o Tricolor das Laranjeiras, foi contemplado NOVAMENTE com o descenso, juntamente com outros três times. Já o Bragantino, o outro time beneficiado com o “convite” para disputar novamente a série A, conseguiu se salvar na última rodada, mesmo perdendo por 7X0 para o Inter de POA, já que o Bahia, pediu licença e foi em seu lugar.
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Se você perguntar para qualquer torcedor de futebol, qual o hino do Santos, ele com certeza responderá: “Santos, Santos, Goooool. Agora quem dá a bola é o Santos…” ou seja, Leão do Mar. Mas quando essa pergunta é feita para um santista (não todos), ele com certeza cantará para você: “Sou alvinegro da Vila Belmiro, o Santos vive no meu coração…”.
A música que conhecemos como Leão do Mar, foi composta muito antes do hino oficial, por Mangeri Neto e Mangeri Sobrinho, em 1955 quando o Santos quebrou um jejum de 20 anos sem títulos (venceu o Campeonato Paulista) e foi quando essa marcha da vitória, como foi chamada na época, foi cantada pela primeira vez.
Já o hino foi composto apenas dois anos depois, em 1957, por Carlos Henrique Paganeto Roma (ex-conselheiro do clube). Antes disso, a marchinha Leão do Mar, serviu como “hino” e por isso é mais conhecida que o hino oficial.
Porém, o hino do Santos nunca foi oficialmente reconhecido, até que em 1996, o conselheiro Júlio Teixeira Nunes propôs que a música de Carlos Henrique Paganeto Roma, fosse adotada como o verdadeiro hino Santos Futebol Clube.
Alvinegro da Vila Belmiro
Composição: Carlos Henrique RomaSou alvinegro da Vila Belmiro
O Santos vive no meu coração
É o motivo de todo o meu riso
De minhas lágrimas e emoçãoSua bandeira no mastro é a história
De um passado e um presente só de glórias
Nascer, viver e no Santos morrer
É um orgulho que nem todos podem terNo Santos pratica-se o esporte
Com dignidade e com fervor
Seja qual for a sua sorte
De vencido ou vencedorCom técnica e disciplina
Dando o sangue com amor
Pela bandeira que ensina
Lutar com fé e com ardor.
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