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Enfim o Fluminense cai.
Não existe melhor mesa redonda e nem melhor museu do futebol do que a mesa do boteco. Claro que muitos fatos históricos viram motivos para discussões eternas e acaloradas, além de serem deturpados pela paixão clubística e pelo aumento gradativo do teor alcoólico de seus participantes.
Com certeza o torcedor do Fluminense negará, mas o time de 96 fez por merecer sua queda e, não obstante, dirá que o tapetão apenas fez o correto, que era manter um clube de tal estatura no lugar que merecia. Na verdade, a virada de mesa, no Brasileiro de 97, só serviu para humilhar mais ainda um time que já havia sido derrotado e derrubado no ano anterior.
União São João e América/RN, campeão e vice da segundona, foram os times que subiriam no ano seguinte para ocupar as vagas de Flu e Bragantino, porém em mais uma virada de mesa na história do futebol (que não derrubou minha cerveja, mas a moralidade no chão), o campeonato de 96 não teve rebaixados, sendo assim o campeonato de 97 começou exatamente com os mesmo times do ano anterior, mais os times que ascenderam da série B. O motivo para a mudança de regulamento tão abrupta foi o por causa do escândalo Ivens Mendes, que apareceu pouco antes do início do campeonato, que envolvia venda de resultados de jogos (igual em 2005 hein?).
Mas isso de nada valeu para o pobre e combalido Fluminense, pois no ano de 1997 de nosso senhor, o Tricolor das Laranjeiras, foi contemplado NOVAMENTE com o descenso, juntamente com outros três times. Já o Bragantino, o outro time beneficiado com o “convite” para disputar novamente a série A, conseguiu se salvar na última rodada, mesmo perdendo por 7X0 para o Inter de POA, já que o Bahia, pediu licença e foi em seu lugar.
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A regra 11
Quem nunca se pegou bêbado em uma mesa de bar discutindo a regra do impedimento, que atire a primeira pedra. Com certeza também já se prontificou a explicar para a namorada, mãe, amiga-gostosa-que-queria-pegar, irmã, vizinha ou qualquer outra pessoa que seja, sem sucesso, claro, a matéria deste post. Não é de hoje que a regra 11 é a mais complicada do futebol. A regra do impedimento é aquela que mais “polêmicas” cria nos programas esportivos, assim como em campo, na cabeça dos torcedores e dos jogadores também.
Vendo o jogo entre Corinthians X Atl. Paranaense, pude observar um lance onde fica claro que os jogadores profissionais têm dificuldade com essa regra, claro que a falta de atenção também ajuda. Mas se os profissionais do futebol não entendem bem essa penalidade, imagine então o espectador?
Um jogador estará em impedimento quando se encontra mais perto da linha de fundo adversária que a bola e o penúltimo adversário e não estará impedido quando estiver em sua própria metade do campo, na mesma linha que o penúltimo adversário ou na mesma linha que os 2 últimos adversários. Esta última situação, aliás, me faz lembrar da famosa linha de impedimento que a zaga faz, a nossa querida “linha burra”, que mata de rir qualquer um quando dá errado, ainda mais se o zagueiro a dar condição levanta a mão.
Em situação de impedimento o jogador só será penalizado quando interferir diretamente no jogo, interferir com um adversário ou tomar vantagem dessa posição. Se ficar bravo e der um bicão na bola pra longe ou ofender a genitora do árbitro ou seus dois torcedores particulares também.
Não será caracterizado impedimento quando a bola partir de um tiro de meta, escanteio e arremesso lateral. Quando o juiz apitar o impedimento, será cobrado pelo time adversário um tiro livre indireto (em dois lances) do local onde a penalidade foi cometida.
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O fato mais comentado da rodada foi o ocorrido no clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro. O placar marcava 4 a 3 para o Cruzeiro, num belo jogo, marcado pelas sucessivas viradas.
Até que o jogador Kerlon do Cruzeiro fez seu famoso drible da “foquinha”. Lance genial, pena que com um desfecho triste. Coelho para a jogada com violência e começa a briga generalizada.
Você viu no vídeo que o juiz Evandro Rogério Roman, Doutor em Educação Física, agiu rápido; separou Coelho da confusão e aplicou o chapolim nele.
Esse é um típico lance que tira-teima não resolve. Precisa de um árbitro competente para dirimir as subjetividades de cada lance. O problema de tira-teimas, é que justamente o juiz não pode utilizar o recurso a seu favor e, ao incorrer em erros, fica desmoralizado (estou falando dos que não fazem esquemas, é claro) (eles ainda existem).
Concluindo que um jogo de futebol necessita do fator humano não-técnico emocional para o seu bom andamento, como essas entrelinhas devem ser lidas?
Em minha opinião, Roman agiu corretamente, expulsando apenas o agressor, e não o suposto provocador. Porque não houve provocação. Kerlon utilizou uma técnica que conhece para poder chegar facilmente à área e tentar o gol. Era bem provável que esse lance fosse parado por falta, mas não com tamanha violência.
Mesmo vendo essas circunstâncias, muita gente ainda reclamou da provocação. Leão ainda rogou praga no rapaz, disse que se ele continuar com essas firulas, a carreira dele pode ser abreviada pela ira de algum adversário.
O jogador Kleber do Santos acrescentou no “Bem, Amigos” da SporTV (atenção, os links da Globo expiram!) que a jogada de Kerlon não é do tipo que se faz num zero a zero, mas sim num final de partida, com a vitória assegurada, o que seria o caso do jogo em questão. Eu acho que o Kleber tá é querendo garantir o dele, se alguém vir com driblinho e ele fizer uma falta violenta, terá sido coerente. Assim como aqueles que não condenam uma furadinha alheia de fila, já que poderão ser os próximos a fazê-lo.
A verdade é que o Kerlon tem uma habilidade rara no futebol atual, e como ainda não atingiu o status de um Ronaldinho Gaúcho, tem que agüentar desaforo. Aí entra o papel do juiz, não só o de preservar o andamento tranqüilo de um jogo, mas também de preservar a possibilidade de um torcedor assistir a belas jogadas.
Se você quer ver o que um juiz deve considerar provocação mesmo, lembre das embaixadinhas do Edílson:
Circunstâncias totalmente diferentes, o Corinthians já estava com as mãos na taça na final do Paulistão 1999 contra o Palmeiras. Chegou na lateral do campo e começou a fazer gracinhas para a torcida. Eu ri muito na ocasião, mas isso é anti-jogo. Feito claramente para enervar o adversário e sem visar o objetivo do futebol, que é o gol. Edílson conseguiu, levou um chute de Paulo Nunes e começou a guerra em campo. Paulo César de Oliveira, na época considerado um Lewis Hamilton da arbitragem, fora obrigado a encerrar a partida.
Árbitros: vocês não têm que temer o tira-teima enquanto souberem o que é futebol-arte e souberem tomar o controle, antes que a violência predomine.
Leia mais:
Até na Wikipedia, Kerlon é o Foquinha
Cruzeiro ameaça recorrer ao STJD
Blog Fanáticos por Futebol
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<explicação>Um fato curioso que devo contar é que eu trabalho na empresa do Arnaldo Cezar Coelho. Mas ele só aparece aqui na filial de São Paulo na terça-feira.
Por essa razão, resolvi instituir aqui no blog Na Forquilha o dia da arbitragem. Terça-feira é dia de Arnaldo no trabalho e dia dos juízes no blog!</explicação>
A novidade na arbitragem é que ontem foi divulgada circular da CBF (com data de 28 de agosto) com recomendações de conduta para árbitros das séries A, B e C do Campeonato Brasileiro. Leia aqui a íntegra.
Essa circular vem acompanhada de outras medidas tomadas pela Comissão de Arbitragem, como a suspensão de árbitros e auxiliares que cometam erros graves.
Na rodada desse fim de semana, Luís Antônio da Silva e Paulo César Oliveira foram suspensos pelos seus erros.
Luís Antônio marcou pênalti, à última volta do ponteiro, a favor do Inter na partida contra o Atlético-PR. O problema é que Wellington (a “vítima” e meu xará) estava fora da área. Já Paulo César validou lance em que o jogador do Grêmio Marcel tira, com a mão, a bola do goleiro do Fluminense Fernando Henrique. A sobra da bola originou o gol de Patrício, empatando a partida em 1 a 1, aos 43 do segundo tempo.
Para o músico Bruno Medina, do Los Hermanos, os erros de juízes e bandeiras estão tão evidentes, devido aos avanços tecnológicos das coberturas esportivas, que talvez seja preciso rever as regras do futebol. Não concordo inteiramente com ele, pois temos visto não só erros de arbitragem, mas um descrédito geral na categoria desde o caso da máfia do apito, que sabemos nada ter a ver com câmeras e tira-teimas. Mas com mudanças nas regras, para eliminar as ambigüidades, concordo.
Infelizmente, as recomendações de conduta da circular não acrescentam nada de novo, essas regras já teriam de ser respeitadas como base ética da arbitragem. Mas se é preciso reforçar…
Veja algumas das recomendações:
“EXPULSAR todo jogador que, na disputa da bola, for culpado por conduta violenta.”
“ADVERTIR com o cartão amarelo o jogador culpado de conduta anti-esportiva.”
E a mais bacana:
“NÃO UTILIZAR o telefone celular no vestiário durante o intervalo de jogo.”
Um trecho peculiar da circular mostra como a regra pode ser subjetiva:
“Não paralisar o jogo a todo momento – O árbitro não é “apitador de faltas”, mas um profissional que tem o dever de cumprir as regras para que vença o melhor. Portanto, é irritante assistirmos a partidas com excessivo número de faltas marcadas. O grande árbitro deve estar sempre atento às simulações e às quedas constantes sem que tenha ocorrido uma falta ou infração. Ademais e principalmente, o árbitro deve se preocupar com a denominada “lei da vantagem”.”
Ao contrário do que diz o patrão Arnaldo Cezar Coelho, parece que a regra não é clara.
Leia mais: o gancho dos árbitros na Gazeta Esportiva
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