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O fato mais comentado da rodada foi o ocorrido no clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro. O placar marcava 4 a 3 para o Cruzeiro, num belo jogo, marcado pelas sucessivas viradas.

Até que o jogador Kerlon do Cruzeiro fez seu famoso drible da “foquinha”. Lance genial, pena que com um desfecho triste. Coelho para a jogada com violência e começa a briga generalizada.

Você viu no vídeo que o juiz Evandro Rogério Roman, Doutor em Educação Física, agiu rápido; separou Coelho da confusão e aplicou o chapolim nele.

Esse é um típico lance que tira-teima não resolve. Precisa de um árbitro competente para dirimir as subjetividades de cada lance. O problema de tira-teimas, é que justamente o juiz não pode utilizar o recurso a seu favor e, ao incorrer em erros, fica desmoralizado (estou falando dos que não fazem esquemas, é claro) (eles ainda existem).

Concluindo que um jogo de futebol necessita do fator humano não-técnico emocional para o seu bom andamento, como essas entrelinhas devem ser lidas?

Em minha opinião, Roman agiu corretamente, expulsando apenas o agressor, e não o suposto provocador. Porque não houve provocação. Kerlon utilizou uma técnica que conhece para poder chegar facilmente à área e tentar o gol. Era bem provável que esse lance fosse parado por falta, mas não com tamanha violência.

Mesmo vendo essas circunstâncias, muita gente ainda reclamou da provocação. Leão ainda rogou praga no rapaz, disse que se ele continuar com essas firulas, a carreira dele pode ser abreviada pela ira de algum adversário.

O jogador Kleber do Santos acrescentou no “Bem, Amigos” da SporTV (atenção, os links da Globo expiram!) que a jogada de Kerlon não é do tipo que se faz num zero a zero, mas sim num final de partida, com a vitória assegurada, o que seria o caso do jogo em questão. Eu acho que o Kleber tá é querendo garantir o dele, se alguém vir com driblinho e ele fizer uma falta violenta, terá sido coerente. Assim como aqueles que não condenam uma furadinha alheia de fila, já que poderão ser os próximos a fazê-lo.

A verdade é que o Kerlon tem uma habilidade rara no futebol atual, e como ainda não atingiu o status de um Ronaldinho Gaúcho, tem que agüentar desaforo. Aí entra o papel do juiz, não só o de preservar o andamento tranqüilo de um jogo, mas também de preservar a possibilidade de um torcedor assistir a belas jogadas.

Se você quer ver o que um juiz deve considerar provocação mesmo, lembre das embaixadinhas do Edílson:

Circunstâncias totalmente diferentes, o Corinthians já estava com as mãos na taça na final do Paulistão 1999 contra o Palmeiras. Chegou na lateral do campo e começou a fazer gracinhas para a torcida. Eu ri muito na ocasião, mas isso é anti-jogo. Feito claramente para enervar o adversário e sem visar o objetivo do futebol, que é o gol. Edílson conseguiu, levou um chute de Paulo Nunes e começou a guerra em campo. Paulo César de Oliveira, na época considerado um Lewis Hamilton da arbitragem, fora obrigado a encerrar a partida.

Árbitros: vocês não têm que temer o tira-teima enquanto souberem o que é futebol-arte e souberem tomar o controle, antes que a violência predomine.

Leia mais:
Até na Wikipedia, Kerlon é o Foquinha
Cruzeiro ameaça recorrer ao STJD
Blog Fanáticos por Futebol

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<explicação>Um fato curioso que devo contar é que eu trabalho na empresa do Arnaldo Cezar Coelho. Mas ele só aparece aqui na filial de São Paulo na terça-feira.

Por essa razão, resolvi instituir aqui no blog Na Forquilha o dia da arbitragem. Terça-feira é dia de Arnaldo no trabalho e dia dos juízes no blog!</explicação>

A novidade na arbitragem é que ontem foi divulgada circular da CBF (com data de 28 de agosto) com recomendações de conduta para árbitros das séries A, B e C do Campeonato Brasileiro. Leia aqui a íntegra.

Essa circular vem acompanhada de outras medidas tomadas pela Comissão de Arbitragem, como a suspensão de árbitros e auxiliares que cometam erros graves.

Na rodada desse fim de semana, Luís Antônio da Silva e Paulo César Oliveira foram suspensos pelos seus erros.

Luís Antônio marcou pênalti, à última volta do ponteiro, a favor do Inter na partida contra o Atlético-PR. O problema é que Wellington (a “vítima” e meu xará) estava fora da área. Já Paulo César validou lance em que o jogador do Grêmio Marcel tira, com a mão, a bola do goleiro do Fluminense Fernando Henrique. A sobra da bola originou o gol de Patrício, empatando a partida em 1 a 1, aos 43 do segundo tempo.

Para o músico Bruno Medina, do Los Hermanos, os erros de juízes e bandeiras estão tão evidentes, devido aos avanços tecnológicos das coberturas esportivas, que talvez seja preciso rever as regras do futebol. Não concordo inteiramente com ele, pois temos visto não só erros de arbitragem, mas um descrédito geral na categoria desde o caso da máfia do apito, que sabemos nada ter a ver com câmeras e tira-teimas. Mas com mudanças nas regras, para eliminar as ambigüidades, concordo.

Infelizmente, as recomendações de conduta da circular não acrescentam nada de novo, essas regras já teriam de ser respeitadas como base ética da arbitragem. Mas se é preciso reforçar…

Veja algumas das recomendações:

“EXPULSAR todo jogador que, na disputa da bola, for culpado por conduta violenta.”
“ADVERTIR com o cartão amarelo o jogador culpado de conduta anti-esportiva.”

E a mais bacana:

“NÃO UTILIZAR o telefone celular no vestiário durante o intervalo de jogo.”

Veja a tabela no UOL

Um trecho peculiar da circular mostra como a regra pode ser subjetiva:

“Não paralisar o jogo a todo momento – O árbitro não é “apitador de faltas”, mas um profissional que tem o dever de cumprir as regras para que vença o melhor. Portanto, é irritante assistirmos a partidas com excessivo número de faltas marcadas. O grande árbitro deve estar sempre atento às simulações e às quedas constantes sem que tenha ocorrido uma falta ou infração. Ademais e principalmente, o árbitro deve se preocupar com a denominada “lei da vantagem”.”

Ao contrário do que diz o patrão Arnaldo Cezar Coelho, parece que a regra não é clara.

Leia mais: o gancho dos árbitros na Gazeta Esportiva

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