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zebrinha

"Lembra de mim? Olha eu aqui de novo!"


Na agência em que trabalho me chamam de urubu. Eu me considero realista. Toda semana o pessoal insiste em jogar na Mega Sena, oras, é claro que eles não vão ganhar! As chances são bem pequenas se o apostador possuir uma sorte, digamos, normal.

Não quero que você deixe de fazer a sua fezinha no maior prêmio lotérico do Brasil. Mas quero que pense melhor se vale a pena gastar tudo o que reservou para apostas somente em Mega Sena. Se você gosta e aposta sempre nas loterias, por que não colocar seus ovos em várias cestas?

A Caixa tem uma variedade imensa de loterias, com premiações menores, porém, com maiores chances de ganhar – e algumas delas são bem divertidas de jogar. ;)

A minha sugestão, como alguém que adora futebol, é apostar na Loteca. Loteca é como se chama hoje a antiga (e outrora popularíssima) Loteria Esportiva.

Com o mesmo R$ 1,00 da aposta mínima da Mega Sena, você pode entrar no concurso da Loteca, que corre semanalmente. O volante representa 14 jogos da rodada dos campeonatos de futebol que estão ocorrendo em território brasileiro. Enquanto acontece o Brasileirão, são escolhidos jogos das séries A, B, C e D – pra complicar um pouco – do campeonato. No concurso nº 374, por exemplo, foram oito jogos da primeira divisão, três da segunda, dois da terceira e um da quarta, ufa.

Outra loteria interessante é a Lotogol. Mas essa depende de um pouco mais de sorte, pois, por concurso, são cinco partidas em que o apostador deve acertar o seu placar exato.

Dá mais trabalho escolher resultados de futebol do que escolher dezenas aleatórias. Mas, se você é um dos “milhões de técnicos” dos Brasil, certamente vai se divertir analisando as possibilidades e, ainda, conhecendo melhor vários times e jogadores que antes passavam despercebidos.

Aposta feita. Essa foto tinha a minha cara, mas eu cortei, ta?

Aposta feita. Essa foto tinha a minha cara, mas eu cortei, tá?

A loteria esportiva acabou perdendo sua popularidade frente aos prêmios vultosos da Mega Sena e à perda da credibilidade nos anos 80 (o caso da Máfia da Loteria Esportiva, à época denunciado pela revista Placar) – por isso mesmo, mudou de formato e de nome. Mas quem não se lembra do clássico dos domingos “Os Gols do Fantástico”? Logo depois dos Trapalhões, Léo Batista narrava gols de todos os campeonatos, e a Zebrinha desenhada pelo cartunista Borjalo (à qual faço uma pequena homenagem no desenho acima) aparecia pra dizer se deu coluna 1, coluna 2 ou coluna do meio. E mantinha crianças e adultos vidrados. Quando um resultado inesperado saía, ela ria com uma voz estridente e dizia “olha eu aí de novo!”

Pois é, a querida zebra. Toda e qualquer análise vai pelo ralo quando ela aparece. Aquela virada no final da partida, e você, nervoso, rabisca o volante. Não foi dessa vez. É claro, muitos resultados cabem na lógica, mas isso faz parte da beleza do futebol: o time mais fraco, com um a menos em campo, se supera e muda os prognósticos. Bom, pelo menos foi o que aconteceu com a aposta que meu irmão fez no fim de semana. :D

Essas loterias trazem algo interessante ao torcedor: conhecimento e respeito aos clubes adversários, já que é preciso analisar a situação dos times. Ah, mas futebol é uma caixinha de surpresas! Aposte no seu time, mesmo que esteja mal das pernas. Pode ser que ele o ajude a ganhar uma boa graninha!

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Não existe melhor mesa redonda e nem melhor museu do futebol do que a mesa do boteco. Claro que muitos fatos históricos viram motivos para discussões eternas e acaloradas, além de serem deturpados pela paixão clubística e pelo aumento gradativo do teor alcoólico de seus participantes.

Com certeza o torcedor do Fluminense negará, mas o time de 96 fez por merecer sua queda e, não obstante, dirá que o tapetão apenas fez o correto, que era manter um clube de tal estatura no lugar que merecia. Na verdade, a virada de mesa, no Brasileiro de 97, só serviu para humilhar mais ainda um time que já havia sido derrotado e derrubado no ano anterior.

União São João e América/RN, campeão e vice da segundona, foram os times que subiriam no ano seguinte para ocupar as vagas de Flu e Bragantino, porém em mais uma virada de mesa na história do futebol (que não derrubou minha cerveja, mas a moralidade no chão), o campeonato de 96 não teve rebaixados, sendo assim o campeonato de 97 começou exatamente com os mesmo times do ano anterior, mais os times que ascenderam da série B. O motivo para a mudança de regulamento tão abrupta foi o por causa do escândalo Ivens Mendes, que apareceu pouco antes do início do campeonato, que envolvia venda de resultados de jogos (igual em 2005 hein?).

Mas isso de nada valeu para o pobre e combalido Fluminense, pois no ano de 1997 de nosso senhor, o Tricolor das Laranjeiras, foi contemplado NOVAMENTE com o descenso, juntamente com outros três times. Já o Bragantino, o outro time beneficiado com o “convite” para disputar novamente a série A, conseguiu se salvar na última rodada, mesmo perdendo por 7X0 para o Inter de POA, já que o Bahia, pediu licença e foi em seu lugar.

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Olha, até queria fazer um Power Point com fotos, mas deu preguiça, então vamos aos tópicos:

  • Primeiro tempo: O São Paulo começa melhor, cria mais e dá impressão de que iria fazer um gol logo.
  • Bosco demonstra ser um goleiro seguro e que aguenta o rojão de uma decisão.
  • O Corinthians se defende muito bem na primeira etapa, não deixa o São Paulo fazer muitas finalizações perigosas.
  • Porém, o Corinthians também não consegue chegar ao ataque efetivamente.
  • André Santos inferniza a vida de Dagoberto e leva cartão amarelo.
  • Primeiro tempo bacana, mas não é exatamente um jogão.
  • Quando o primeiro tempo acaba, Ronaldo reclama de um babaca que falava merda por aí.
  • As transmissões revelam que o babaca era Leco, o diretor gagá do SPFC e que a merda que ele disse foi que “Ronaldo era um ex-jogador”.
  • E eu acabei sonhando que o Ronaldo tinha virado um sommelier, aberto um restaurante muito chique, que dava emprego pra uma pá de gente e que pagava todos os impostos direitinho.
  • Eu dormi no intervalo.
  • Volta para o segundo tempo e Borges mete uma bola na trave.
  • Ai! GOOOOOOL do Corinthians! Douglas, na sobra de um chute de Jorge, belo contra-ataque.  aos 10”
  • Ai, ai, ai! GOOOOOOOOOOL do Corinthians! Gol do Gordo!!!! aos 12”
  • A partir daí, o São Paulo morreu em campo. Acabou qualquer empolgação e esforço em atacar.
  • O Corinthians preferiu manter a vantagem concentrando-se em marcar e anular os arremedos de jogadas do São Paulo.
  • O Rodrigo bestão, que não marcou o Ronaldo direito, levou um vermelhinho!
  • A torcida do São Paulo fez uma homenagem ao time muito bonita, como há tempos não via. O time continuou morto.
  • Termina o jogo e o Corinthians, merecidamente, foi às finais do Paulista de 2009! Ronaldo estava inspirado e foi o melhor do time.
  • E parabéns ao Corinthians, e que vença o Sant… digo, o melhor! :P
  • toma aí um compacto de lambuja, o menor que encontrei:

Leia mais:

Timão x Peixe já decidiram estadual quatro vezes: só deu Santos

Ronaldo volta a disputar uma final de campeonato depois de seis anos

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O fato mais comentado da rodada foi o ocorrido no clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro. O placar marcava 4 a 3 para o Cruzeiro, num belo jogo, marcado pelas sucessivas viradas.

Até que o jogador Kerlon do Cruzeiro fez seu famoso drible da “foquinha”. Lance genial, pena que com um desfecho triste. Coelho para a jogada com violência e começa a briga generalizada.

Você viu no vídeo que o juiz Evandro Rogério Roman, Doutor em Educação Física, agiu rápido; separou Coelho da confusão e aplicou o chapolim nele.

Esse é um típico lance que tira-teima não resolve. Precisa de um árbitro competente para dirimir as subjetividades de cada lance. O problema de tira-teimas, é que justamente o juiz não pode utilizar o recurso a seu favor e, ao incorrer em erros, fica desmoralizado (estou falando dos que não fazem esquemas, é claro) (eles ainda existem).

Concluindo que um jogo de futebol necessita do fator humano não-técnico emocional para o seu bom andamento, como essas entrelinhas devem ser lidas?

Em minha opinião, Roman agiu corretamente, expulsando apenas o agressor, e não o suposto provocador. Porque não houve provocação. Kerlon utilizou uma técnica que conhece para poder chegar facilmente à área e tentar o gol. Era bem provável que esse lance fosse parado por falta, mas não com tamanha violência.

Mesmo vendo essas circunstâncias, muita gente ainda reclamou da provocação. Leão ainda rogou praga no rapaz, disse que se ele continuar com essas firulas, a carreira dele pode ser abreviada pela ira de algum adversário.

O jogador Kleber do Santos acrescentou no “Bem, Amigos” da SporTV (atenção, os links da Globo expiram!) que a jogada de Kerlon não é do tipo que se faz num zero a zero, mas sim num final de partida, com a vitória assegurada, o que seria o caso do jogo em questão. Eu acho que o Kleber tá é querendo garantir o dele, se alguém vir com driblinho e ele fizer uma falta violenta, terá sido coerente. Assim como aqueles que não condenam uma furadinha alheia de fila, já que poderão ser os próximos a fazê-lo.

A verdade é que o Kerlon tem uma habilidade rara no futebol atual, e como ainda não atingiu o status de um Ronaldinho Gaúcho, tem que agüentar desaforo. Aí entra o papel do juiz, não só o de preservar o andamento tranqüilo de um jogo, mas também de preservar a possibilidade de um torcedor assistir a belas jogadas.

Se você quer ver o que um juiz deve considerar provocação mesmo, lembre das embaixadinhas do Edílson:

Circunstâncias totalmente diferentes, o Corinthians já estava com as mãos na taça na final do Paulistão 1999 contra o Palmeiras. Chegou na lateral do campo e começou a fazer gracinhas para a torcida. Eu ri muito na ocasião, mas isso é anti-jogo. Feito claramente para enervar o adversário e sem visar o objetivo do futebol, que é o gol. Edílson conseguiu, levou um chute de Paulo Nunes e começou a guerra em campo. Paulo César de Oliveira, na época considerado um Lewis Hamilton da arbitragem, fora obrigado a encerrar a partida.

Árbitros: vocês não têm que temer o tira-teima enquanto souberem o que é futebol-arte e souberem tomar o controle, antes que a violência predomine.

Leia mais:
Até na Wikipedia, Kerlon é o Foquinha
Cruzeiro ameaça recorrer ao STJD
Blog Fanáticos por Futebol

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Este blog é nerd. Não, não é geek, é nerd. Mas como este blog é sobre futebol, eu não posso colocar todas as nerdices que eu gosto, só as futebolísticas, hehehe.

Então, lá vai o famoso quadro do Monty Python sobre o esporte bretão, jogado pelos filósofos alemães versus os filósofos gregos. O juiz da partida é Confúcio.

Futebol nerd é aqui no Na Forquilha, stay tuned!

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Rogério Ceni mostra mais uma vez que São Paulo e Corinthians não vivem um sem o outro (13 segundos).

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